Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 828

O Porto de Eilat, estratégico à ocupação, foi paralisado quase totalmente após ações iemenitas no Mar Vermelho, com interrupções no transporte marítimo que fizeram suas receitas anuais caírem em US$ 74 milhões.

Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 828
Reprodução: Yehuda Ben Itach / Flash90

Receitas do Porto de Eilat caem devido às operações do Iêmen

O porto de Eilat, âncora estratégica do sul de Israel, está “quase completamente paralisado”, informou a mídia israelense em 12 de janeiro, após mais de dois anos de interrupções nas rotas de navegação do Mar Vermelho, ataques a embarcações e incertezas geopolíticas causadas pelas Forças Armadas do Iêmen.

“Todas as manhãs, os trabalhadores chegam a cais vazios, prontos e à espera, e os navios não chegam”, relatou o Yediot Ahronoth.

“As receitas do porto, que antes chegavam a cerca de US$ 74 milhões por ano, caíram para quase zero”, acrescentou o jornal.

As operações do porto foram completamente interrompidas desde novembro de 2023, quando as Forças Armadas do Iêmen apreenderam um navio que seguia para lá.

Na época, o porto vivia um período de grande atividade, com grandes remessas de automóveis vindos da Ásia, especialmente da China, além de produtos de países como Índia e Austrália.

Em outubro de 2024, o porto movimentou aproximadamente 150 mil carros. Autoridades chegaram a considerar planos para que Eilat apoiasse portos israelenses do Mediterrâneo, como Haifa e Ashdod, que enfrentavam ameaças de foguetes do Hamas disparados a partir de Gaza.

No entanto, a intervenção de Sanaa em solidariedade aos palestinos em Gaza “mudou tudo e conseguiu paralisar o porto do sul”, revelou o Yedioth Ahronoth.

“Em 19 de novembro de 2023, os houthis [Ansarallah] sequestraram um navio que estava a caminho do porto. Duas empresas, NYK e ZIM, que trabalham conosco, pararam de enviar navios para cá. Durante meses, achamos que ficaria tudo bem e que o Estado ajudaria”, disse Batya Zafarani, vice-presidente de Finanças do Porto de Eilat, ao veículo hebraico.

Ao pedir ajuda do governo em julho do ano passado, o CEO do Porto de Eilat, Gideon Golber, disse ao Times of Israel: “O fechamento de um porto estratégico em Israel seria um enorme sucesso internacional para os houthis [Ansarallah] que nenhum de nossos inimigos jamais conseguiu alcançar”.

No entanto, o governo israelense não interveio para sustentar as operações do porto.

“O governo israelense negligenciou o Porto de Eilat”, afirmou Avi Hormaru, presidente do Porto de Eilat e CEO do Grupo Nakash, na segunda-feira.

“Um bando de terroristas decide se Israel terá ou não um porto no sul. Nós não controlamos o Mar Vermelho. É o Estado que precisa garantir que a rota esteja aberta”, acrescentou Hormaru.

Comunicado do Ministério da Saúde

Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:

Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 2 mártires, sendo 1 novo e 1 recuperado dos escombros, além de 10 feridos.

Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.

Desde o cessar-fogo (11 de outubro de 2025):

·         Total de mártires: 424

·         Total de feridos: 1.199

·         Total de corpos recuperados: 685

O número total de vítimas da agressão israelense aumentou para 71.391 mártires e 171.279 feridos desde 7 de outubro de 2023.