Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 857

Prisões da ocupação se preparam para aplicação do projeto de lei que autoriza a execução de prisioneiros palestinos. As execuções seriam por enforcamento, com três agentes ativando o mecanismo ao mesmo tempo.

Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 857
Reprodução: Flash90.

Prisões da ocupação se preparam para executar prisioneiros palestinos

O Serviço Prisional da ocupação está fazendo preparativos para a possível implementação de um projeto de lei que prevê a execução de prisioneiros palestinos, informou o canal de notícias hebraico Channel 13 em 9 de fevereiro.

Segundo a reportagem, os preparativos incluem medidas logísticas e organizacionais.

O serviço prisional planeja instalar uma “instalação de execução”, afirmou o Channel 13. O local já foi informalmente batizado de “À Espera de um Milagre israelense” [Israeli Green Mile], em referência ao romance de 1996 ambientado no corredor da morte, posteriormente adaptado para o cinema em 1999.

As execuções estariam planejadas para serem realizadas por enforcamento, com três agentes penitenciários responsáveis por acionar o mecanismo simultaneamente. A participação seria voluntária, e os executores receberiam treinamento especial.

Uma delegação do Serviço Prisional de Israel também deverá viajar para um país do Leste Asiático não identificado para estudar sistemas de pena de morte.

O projeto de lei que prevê a execução de prisioneiros palestinos acusados de ataques contra israelenses — fortemente defendido pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir — recebeu sinal verde do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu no ano passado.

O projeto foi aprovado em leitura preliminar em março de 2023 e passou por sua primeira leitura oficial no Knesset em novembro de 2025.

Ainda são necessárias mais duas leituras para que se torne lei. As execuções se aplicariam apenas a palestinos que matem ou tentem matar israelenses, e não a soldados ou colonos israelenses.

Ben Gvir, que assumiu o controle do sistema prisional quando o governo de Netanyahu chegou ao poder, há muito tempo defende a execução de palestinos.

Em outubro de 2025, o ministro ameaçou deixar de votar com a coalizão governista caso o projeto da pena de morte não passasse por sua primeira leitura dentro de três semanas.

Embora já seja brutal e repressivo, o sistema prisional israelense se deteriorou significativamente sob o comando de Ben Gvir.

Prisioneiros palestinos são frequentemente agredidos e privados de atendimento médico essencial. Pelo menos 110 palestinos morreram sob custódia israelense desde 2023.

O Escritório dos Prisioneiros Palestinos respondeu à reportagem do Channel 13 afirmando que Israel está promovendo um “crime de extermínio” contra prisioneiros palestinos.

As forças israelenses já são notórias por execuções extrajudiciais e execuções em campo. Dezenas delas foram realizadas tanto em Gaza quanto na Cisjordânia ocupada nos últimos anos.

Imagens em vídeo de novembro do ano passado mostraram tropas israelenses executando dois combatentes da resistência palestina desarmados na Cisjordânia ocupada.

Comunicado do Ministério da Saúde

Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:

Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 2 novos mártires e 25 feridos.

Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.

Desde o cessar-fogo (11 de outubro):

• Total de mártires: 576

• Total de feridos: 1.543

• Total de corpos recuperados: 717

O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 72.027 mártires e 171.651 feridos desde 7 de outubro de 2023.