Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 861

Nascida na Cisjordânia, Leqaa Kordia foi acorrentada a um leito de hospital por três dias após sofrer uma convulsão enquanto estava sob custódia do ICE no Texas, onde está detida há quase um ano.

Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 861
Reprodução: Al Jazeera.

Palestina é “acorrentada” em hospital por dias sob custódia do ICE

Os advogados da manifestante solidária à Palestina Leqaa Kordia afirmaram em 12 de fevereiro que ela foi acorrentada a uma cama de hospital por três dias após sofrer uma convulsão enquanto estava detida pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA (ICE) no Centro de Detenção Prairieland, no norte do Texas.

Kordia, 33 anos, descreveu ter permanecido algemada nas mãos e nos pés durante uma internação hospitalar de 72 horas após uma emergência médica em 6 de fevereiro.

A emergência ocorreu depois que ela desmaiou duas vezes dentro da unidade médica do centro de detenção do ICE – onde estava presa há quase um ano – caiu, bateu a cabeça e, em seguida, sofreu uma convulsão antes de ser levada ao hospital.

“Acordei apavorada e confusa”, disse Kordia em um comunicado divulgado por seus advogados. “Somente após suportar quase um ano de confinamento cruel em condições desumanas é que sofri algo assim pela primeira vez.”

“Durante três dias na sala de emergência, minhas mãos e pernas ficaram presas por correntes pesadas enquanto coletavam meu sangue e me administravam medicamentos”, afirmou. “Foi aterrorizante. Eu me senti como um animal. Minhas mãos ainda estão marcadas pelo metal pesado.”

Kordia declarou que as restrições não foram removidas nem quando usava o banheiro ou tomava banho, acrescentando que os agentes se recusaram a explicar o motivo das correntes e negaram seus pedidos para contatar familiares.

Quando perguntou a um oficial supervisor por que estava acorrentada, disse ter recebido a resposta: “Porque eu disse.” A equipe do hospital também negou a entrada de uma de suas advogadas.

O ICE havia confirmado anteriormente que Kordia fora hospitalizada, mas se recusou a informar sua localização ou condição médica à família, deixando-os sem notícias sobre seu paradeiro.

Seus advogados disseram ter contatado pelo menos 16 hospitais na região de Dallas–Fort Worth sem conseguir localizá-la, levantando preocupações sobre o que descreveram como falta de transparência após a emergência médica.

Kordia, que cresceu na Cisjordânia ocupada e depois viveu em Nova Jersey, foi presa durante manifestações solidárias à Palestina em frente à Universidade Columbia, em 2024.

Embora as acusações contra ela tenham sido retiradas, ela foi posteriormente detida pelo ICE em março de 2025 durante uma apresentação de rotina às autoridades, sob alegação de ter permanecido no país além do prazo de seu visto.

Um juiz de imigração decidiu duas vezes que Kordia poderia ser libertada mediante pagamento de fiança de US$ 20 mil, após determinar que ela não representava ameaça, mas o ICE bloqueou ambas as decisões, impedindo sua libertação e prolongando sua detenção.

“O governo não tem absolutamente nenhuma prova de por que ela deveria permanecer detida, exceto pelo fato de ter se manifestado em solidariedade à Palestina”, afirmou sua advogada, Sarah Sherman-Stokes.

Comunicado do Ministério da Saúde

Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:

Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 2 novos mártires e 25 feridos.

Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.

Desde o cessar-fogo (11 de outubro):

• Total de mártires: 576

• Total de feridos: 1.543

• Total de corpos recuperados: 717

O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 72.027 mártires e 171.651 feridos desde 7 de outubro de 2023.