Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 877

Uma grande e violenta onda de ataques aéreos sionistas atingiu o sul do Líbano, com bombardeios que alcançaram diversas localidades. Evacuações em massa ocorreram em todo o sul, enquanto cidadãos libaneses lutavam para fugir de suas casas.

Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 877
Ataque aéreo em Nabatiyeh, Sul do Líbano. Reprodução: Redes Sociais.

Dezenas de mortos em bombardeios israelenses indiscriminados abalam o Líbano

Uma grande e violenta onda de ataques aéreos israelenses está em curso no sul do Líbano, com bombardeios atingindo Bint Jbeil, Maroub, Deir al-Zahrani, Habboush, Kfar Tebnit e outras localidades. Evacuações em massa estão ocorrendo em todo o sul, com cidadãos libaneses lutando para fugir de suas casas.

Cinco ataques israelenses também atingiram o subúrbio de Beirute na tarde de segunda-feira, arrasando pelo menos três edifícios.

A região de Hermel, no Vale do Bekaa, leste do Líbano, também foi fortemente atacada.

O exército sionista disse na tarde de segunda-feira que estava atacando "alvos da organização terrorista Hezbollah em todo o Líbano". Isso incluiu os escritórios em Beirute da organização financeira Qard al-Hassan, ligada ao Hezbollah, que concede empréstimos a cidadãos.

Escritórios do Qard al-Hassan também foram alvejados em Nabatieh, no sul do Líbano.

Israel também afirmou ter alvejado um membro "graduado" do Hezbollah.

O exército divulgou uma declaração adicional dizendo que um dos ataques do início da manhã de segunda-feira teve como alvo o chefe de inteligência do Hezbollah.

De acordo com relatos, o chefe do bloco parlamentar do Hezbollah, Mohammad Raad, também foi morto.

Mais de 30 pessoas foram mortas e cerca de 150 ficaram feridas desde que Israel começou a atacar o Líbano em 2 de março.

Após o lançamento de seis foguetes do sul do Líbano durante as primeiras horas de segunda-feira, o Hezbollah reivindicou a responsabilidade pela operação.

O grupo divulgou um comunicado afirmando que o ataque foi uma resposta ao assassinato do Líder Supremo iraniano, Ali Khamenei, e às violações do cessar-fogo por Israel no Líbano. Este foi o primeiro ataque realizado pelo Hezbollah desde o final de 2024.

A grande escalada coincide com ataques maciços e sem precedentes de mísseis e drones iranianos contra Israel e ativos dos EUA no Golfo, lançados em resposta à guerra que Tel Aviv e Washington estão travando contra a República Islâmica.

Entre as bases atacadas por drones nas últimas horas está a Base Britânica de Akrotiri, no Chipre. Londres anunciou que abriria suas bases para os militares dos EUA realizarem ataques ao Irã.

Uma fonte cipriota citada pela Reuters afirmou que "todas as indicações sugerem que os drones que atingiram as bases britânicas no Chipre foram lançados pelo Hezbollah, do Líbano".

O falecido secretário-geral do Hezbollah, Hassan Nasrallah, ameaçou em 2024 que o grupo poderia atacar o Chipre por seu papel em abrigar bases usadas para atacar o Líbano.

A Base de Akrotiri também foi usada por Israel durante todo o genocídio em Gaza.

FPLP: Envolvimento britânico na guerra contra o Irã é cumplicidade direta

A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) condena o anúncio do Primeiro-Ministro britânico, "Keir Starmer", sobre a utilização de bases britânicas e a participação aérea na guerra contra o Irã, considerando isso um reconhecimento explícito da transição da Grã-Bretanha de uma posição de apoio político e militar indireto para uma posição de parceria plena no terreno na agressão, tornando-se assim uma parte direta da mesma.

A utilização das bases britânicas a serviço dos objetivos da guerra agressiva remete ao papel colonial tradicional da Grã-Bretanha e desmascara a falsidade das alegações de que esses movimentos se enquadram num quadro de "defesa". As bases britânicas, de acordo com esta decisão, transformaram-se em plataformas de apoio às operações militares, fornecendo cobertura logística e política para as mesmas.

A Frente convoca todas as vozes livres e contrárias à guerra na Grã-Bretanha a intensificarem a pressão popular e legal sobre o governo de "Starmer" para interromper este envolvimento militar e responsabilizar os seus responsáveis, bem como a trabalhar para pressionar por uma mudança na política britânica, garantindo o fim do seu envolvimento na guerra de genocídio sionista e americana contra os povos da região, e não se deixar arrastar pelas políticas de escalada e guerras.

Comunicado do Ministério da Saúde

Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:

Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 1 mártir e 5 feridos.

Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.

Desde o cessar-fogo (11 de outubro):

• Total de mártires: 630

• Total de feridos: 1.698

• Total de corpos recuperados: 735

O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 72.097 mártires e 171.796 feridos desde 7 de outubro de 2023.