Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 924

Com a aprovação da Lei de Execução de Prisioneiros, cresce a repressão em campanha de legalização de execuções nas prisões. Detentos transformam o cárcere em espaço de resistência e símbolo da luta por liberdade.

Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 924

FPLP: Declaração sobre os prisioneiros palestinos

“Nosso espírito não é quebrado pelas forcas, e nossa vontade não se curva à tirania”

Ó massas do nosso grande povo, filhos da nossa nação árabe, apoiadores de todo o mundo;

Nossas prisioneiras e nossos prisioneiros heroicos nas bastilhas do inimigo sionista;

O dia 17 de abril, o Dia Nacional do Prisioneiro Palestino, chega este ano em um momento histórico decisivo, no qual se manifesta a vontade do nosso povo nos campos de heroísmo e confronto com o sistema de extermínio sionista.

Neste contexto, intensifica-se a ofensiva fascista com a aprovação do chamado “Lei de Execução dos Prisioneiros”, que representa uma transição perigosa rumo à legalização do assassinato sistemático e à transformação das prisões em matadouros de execução sob cobertura legal criminosa e racista.

Neste dia, evocamos a epopeia de luta escrita por nossas prisioneiras e nossos prisioneiros dentro das celas, transformando-as em espaços de resistência e escolas de consciência revolucionária; tornando a experiência do cárcere uma expressão viva da batalha da vontade entre liberdade e opressão. O movimento dos prisioneiros provou ser uma vanguarda de luta inquebrável, e que as correntes são ferramentas impotentes que se despedaçam diante da firmeza do ser humano palestino e de sua fé na justiça de sua causa.

Nesta ocasião, expressamos nosso orgulho e honra pelos mártires do movimento dos prisioneiros e por nossos prisioneiros heroicos, à frente deles o secretário-geral, o camarada líder Ahmad Saadat, e os líderes simbólicos: Marwan Barghouti, Hassan Salameh, Bassam al-Saadi, Wajdi Joudeh, Ahed Abu Ghulmeh, e todas as prisioneiras e prisioneiros que encarnam a unidade da luta nacional. Reafirmamos que seus sacrifícios permanecem como um compromisso contínuo na consciência do nosso povo até que obtenham sua plena e completa liberdade.

Esta data coincide com uma escalada sem precedentes nas políticas de repressão e extermínio, nas quais os prisioneiros estão submetidos a uma campanha sistemática liderada pelo criminoso de guerra fascista Ben Gvir, que visa sua existência física e moral por meio de tortura, isolamento, negligência médica, detenção administrativa, além de políticas de fome e privação de crianças, mulheres e idosos dos meios mais básicos de vida.

As prisões tornaram-se modelos contemporâneos de campos de extermínio, como ocorre no campo de detenção Sdeh Teiman contra prisioneiros de Gaza, onde são praticadas as formas mais brutais de abuso e execução física sob um vergonhoso silêncio internacional. Esse cenário representa uma expressão clara da natureza fascista e racista da ocupação e expõe de forma flagrante a incapacidade do sistema internacional de impor o mínimo de padrões de justiça e humanidade.

Nós, na Frente Popular pela Libertação da Palestina, ao marcar esta ocasião e a partir de nossa responsabilidade nacional, afirmamos o seguinte:

Primeiro: reafirmamos que a questão dos prisioneiros é uma questão de libertação nacional que ocupa o topo de nossas prioridades, e destacamos a necessidade de redefinir seu status internacional como “combatentes da liberdade”, renovando a confiança absoluta na capacidade da resistência de encontrar meios para conquistar sua libertação.

Segundo: a verdadeira lealdade aos prisioneiros se manifesta na construção de uma estratégia nacional abrangente e na restauração da unidade nacional como garantia essencial para proteger sua causa, fornecendo-lhes proteção política, jurídica e midiática, impedindo qualquer tentativa de isolá-los ou marginalizar seus sacrifícios.

Terceiro: exigimos a internacionalização imediata da questão dos prisioneiros e o reconhecimento deles como “prisioneiros de guerra”, além do lançamento de uma campanha internacional para derrubar a “Lei de Execução dos Prisioneiros”, por se tratar de um crime de guerra, e para responsabilizar os envolvidos em assassinatos sistemáticos e legislações racistas perante tribunais internacionais.

Quarto: apelamos pela intensificação da ação popular e global de luta para romper o silêncio e construir uma frente internacional de solidariedade que pratique o boicote efetivo à ocupação, ao mesmo tempo em que saudamos os presos pela liberdade que foram detidos por apoiar nossa justa causa, especialmente a causa dos prisioneiros.

Quinto: responsabilizamos plenamente a comunidade internacional e a instituição da Cruz Vermelha pela vida dos prisioneiros e exigimos o envio de comissões internacionais independentes para investigar o destino dos prisioneiros, especialmente os de Gaza, e pôr fim à política de impunidade.

Um povo que ofereceu um número tão grande de prisioneiros e enfrentou todos os instrumentos de repressão é um povo que não pode ser derrotado nem ter sua vontade quebrada. A batalha pela libertação dos prisioneiros é o reflexo da grande batalha pela liberdade e parte inseparável do caminho de libertação nacional abrangente.

Glória aos mártires; recuperação aos feridos; liberdade aos prisioneiros;

É uma batalha contínua até quebrar as correntes e alcançar a liberdade, o retorno e a independência.

Comunicado do Ministério da Saúde

Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:

Nas últimas 48 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 8 mártires (7 novos mártires e 1 corpo recuperado) e 24 feridos.

Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.

Desde o cessar-fogo (11 de outubro):

• Total de mártires: 773

• Total de feridos: 2.171

• Total de corpos recuperados: 761

O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 72.549 mártires e 172.274 feridos desde 7 de outubro de 2023.

Nota: foram adicionados 196 mártires à estatística acumulada após a confirmação de seus dados no início de abril.