Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 954
Escalada da ocupação em Gaza, Cisjordânia e Jerusalém inclui plano para erguer museu e base militar sobre antiga sede da UNRWA em Sheikh Jarrah, com confisco de 36 mil m² de terras palestinas em Jerusalém ocupada.
FPLP: Novos ataques à UNRWA
A Frente Popular pela Libertação da Palestina (FPLP) afirma que a guerra aberta e a escalada sistemática e abrangente conduzida pela ocupação sionista contra o nosso povo têm como principal objetivo a própria existência palestina e o direito de retorno em sua totalidade.
Essa agressão vai além de uma mera escalada militar premeditada na Faixa de Gaza, estendendo sua sombra criminosa à Cisjordânia e à Jerusalém ocupada, por meio da imposição de uma nova realidade de colonização e destruição. Isso confirma novamente, sem deixar margem para dúvidas, que essa entidade criminosa se alimenta de massacres e da guerra de extermínio, representando um tumor cancerígeno fascista e o mais alto grau de terrorismo organizado na era moderna.
Nesse contexto, a aprovação pelas autoridades de ocupação, sob orientação do criminoso e fascista ministro da guerra “Israel Katz”, da construção de um museu e de uma sede militar do exército de ocupação sobre as ruínas da sede da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), no bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém ocupada, bem como a confiscação de cerca de 36 dununs (aproximadamente 36 mil metros quadrados) de suas terras, constitui uma agressão direta contra a existência palestina e um passo perigoso para apagar a testemunha internacional e histórica do crime do refúgio palestino, em uma tentativa sionista desesperada de eliminar o direito de retorno e alterar o caráter histórico e civilizacional da cidade sagrada.
O ataque à UNRWA também se insere no contexto da guerra contra a própria narrativa palestina, por meio da tentativa de apagar a testemunha internacional da Nakba e de eliminar a dimensão política e jurídica da questão dos refugiados em favor da narrativa da ocupação e de seus instrumentos coloniais criminosos e odiosos.
A Frente esclarece ainda que as alegações do primeiro-ministro inimigo, o criminoso de guerra “Benjamin Netanyahu”, sobre a ampliação do controle territorial na Faixa de Gaza e o alcance de 60% do território não passam de propaganda eleitoral desesperada e evidente, destinada a vender ilusões de vitória à sua sociedade confusa, além de ser uma tentativa fracassada de encobrir o colapso estratégico de seu exército; pois a agressão terrestre e aérea e os ataques contra civis continuam em toda a Faixa de Gaza, seja por controle direto, fogo militar ou ataques aéreos.
Por fim, a Frente exige que a comunidade internacional e as instituições da ONU passem imediata e decisivamente do campo da condenação e denúncia para o da ação e intervenção séria, a fim de deter essa loucura sionista e conter esse sistema colonial que passou a representar um perigo real para a humanidade e para a paz e segurança internacionais. Ressalta ainda que todos esses planos liquidacionistas e conspirações coloniais serão destruídos pela vontade, firmeza e resistência heroica do povo palestino.
Comunicado do Ministério da Saúde
Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:
Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 6 mártires e 40 feridos.
Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.
Desde o cessar-fogo (11 de outubro):
• Total de mártires: 877
• Total de feridos: 2.602
• Total de corpos recuperados: 776
O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 72.769 mártires e 172.704 feridos desde 7 de outubro de 2023.