Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 984

Irã ameaça responder militarmente à ocupação por ataques no sul do Líbano após Israel violar 84 vezes o acordo mediado com os EUA. Segundo a imprensa israelense, a ocupação se prepara para uma possível escalada.

Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 984
Reprodução: redes sociais.

Irã alerta ocupação sobre "resposta severa" devido a dezenas de violações no Líbano

O exército iraniano advertiu que atacará Israel em resposta aos contínuos ataques e violações no sul do Líbano, enquanto a mídia israelense indica que Tel Aviv está se preparando para um possível colapso do entendimento entre Teerã e Washington.

O Quartel-General Central Khatam al-Anbiya das Forças Armadas do Irã afirmou, em comunicado divulgado na noite de 16 de junho, que Israel violou a cláusula referente ao Líbano do entendimento entre Estados Unidos e Irã pelo menos 84 vezes desde que o acordo foi anunciado.

Segundo o comunicado, o exército terrorista israelense continua cometendo "crimes e assassinatos contra o povo oprimido do Líbano".

"Se o exército assassino de crianças do regime sionista não encerrar sua agressão no sul do Líbano, deverá esperar uma resposta severa das poderosas forças armadas da República Islâmica do Irã", acrescentou a declaração.

O comunicado foi divulgado após ataques aéreos mortais e outras ações militares no sul do Líbano, incluindo múltiplos ataques de drones contra Mayfadoun e bombardeios de artilharia em Nabatieh al-Fawqa e outras localidades.

Pelo menos quatro pessoas foram mortas no Líbano nas últimas 48 horas, e os ataques continuam.

Em resposta aos ataques contínuos e à ocupação de dezenas de vilarejos, o Hezbollah tem continuado a resistir à presença das tropas israelenses dentro do território libanês, mas interrompeu os ataques transfronteiriços contra alvos israelenses em um esforço para dar uma chance ao cessar-fogo.

Combatentes da resistência do Hezbollah atacaram concentrações de forças de ocupação israelenses nos arredores da vila libanesa de Kfar Tebnit, no sul do país, em 17 de junho, segundo relatos locais.

Enquanto isso, Israel estaria se preparando para um possível colapso do memorando de entendimento (MoU) entre Estados Unidos e Irã e para uma retomada da guerra contra o Irã.

O governo israelense instruiu suas forças armadas e órgãos de segurança a continuarem desenvolvendo listas de alvos e preparando-se para uma futura escalada, prevendo que o acordo entre EUA e Irã possa ruir rapidamente, informou o jornal israelense Maariv.

Segundo o veículo, autoridades israelenses acreditam que o entendimento dificilmente perdurará e confirmaram que Israel não recebeu acesso integral ao texto final do acordo.

"Não somos parte das negociações com o Irã e não podemos exigir acesso ao memorando de entendimento se ele não for vinculante para nós", declarou o membro do Knesset Zeev Elkin.

O Canal 12 de Israel informou na terça-feira que os Estados Unidos rejeitaram um pedido oficial israelense para "revisar" o memorando de entendimento recém-anunciado.

O alerta emitido pelo Quartel-General Central Khatam al-Anbiya ocorre poucos dias após um ataque israelense mortal contra Beirute.

O Irã estava planejando uma retaliação antes que uma mediação de última hora resultasse no memorando de entendimento. O Líbano foi incluído no acordo, conforme confirmado por autoridades do Paquistão e do próprio Líbano.

Teerã já havia retaliado um ataque israelense anterior contra Beirute no início de junho, realizando uma série de ataques com mísseis balísticos contra Israel.

Israel respondeu com pesados ataques contra a República Islâmica, mas acabou cancelando uma campanha militar mais ampla que estava planejada, segundo comentários recentes feitos pelo chefe da Força Aérea Israelense, Omer Tischler.

Comunicado do Ministério da Saúde

Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:

Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 2 mártires e 5 feridos.

Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.

Observação: foram adicionados 6 mártires que sucumbiram aos ferimentos às estatísticas acumuladas, após a conclusão de seus registros.

Desde o cessar-fogo (11 de outubro):

• Total de mártires: 1.005

• Total de feridos: 3.157

• Total de corpos recuperados: 784

O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 73.016 mártires e 173.265 feridos desde 7 de outubro de 2023.