Partidos Comunistas se manifestam sobre a agressão dos EUA na Venezuela

Diante da gravidade da ofensiva e de suas implicações mundiais, diferentes partidos comunistas do movimento comunista internacional já se manifestaram publicamente sobre a agressão imperialista na Venezuela.

Partidos Comunistas se manifestam sobre a agressão dos EUA na Venezuela
Reprodução: Wyatt Souers

Na madrugada do sábado (3), forças militares dos Estados Unidos da América realizaram ataques aéreos em território venezuelano, que culminaram no sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da primeira-dama, Cilia Flores. A ofensiva ocorreu após meses de pressão militar no mar do Caribe, marcada pela interceptação de embarcações, e atingiu diferentes áreas do país, entre elas a capital, Caracas.

O Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) divulgou uma nota na qual condena os bombardeios realizados pelos Estados Unidos em território venezuelano. No documento, o PCBR critica duramente os setores da burguesia brasileira que já manifestaram apoio à ofensiva militar, em alinhamento político com o governo americano e com os interesses da burguesia estadunidense na região.

Tal conflito não deve ser interpretado como uma disputa entre “democracia e ditadura” ou como uma ação de “combate ao narcotráfico”, narrativa da imprensa e a forças burguesas. Os acontecimentos fazem parte de um novo momento dos conflitos interimperialistas globais, evidenciando o uso do direito internacional e de organismos multilaterais como instrumentos dos interesses do grande capital monopolista.

Também no portal Em Defesa do Comunismo está publicada a manifestação dos camaradas do Partido Comunista da Venezuela (PCV), que condenaram enfaticamente a agressão imperialista, e conclamaram o movimento comunista internacional, as forças populares, democráticas e anti-imperialistas do mundo a se mobilizarem contra a ofensiva militar e em favor da paz na América Latina.

Diante da gravidade da agressão e de suas implicações para a soberania dos povos latino-americanos, partidos comunistas de diferentes países também se manifestaram publicamente sobre a ofensiva na Venezuela. As declarações expressam a preocupação do movimento comunista internacional com a escalada militar na região e reafirmam a centralidade da luta anti-imperialista no atual cenário mundial.

A seguir, reunimos as manifestações dos partidos comunistas que se pronunciaram sobre o ataque, como forma de registrar essas posições políticas e contribuir para o fortalecimento da solidariedade internacionalista entre os povos.

Essa publicação será atualizada conforme ocorram novos pronunciamentos.

Partido Comunista da Grécia (KKE)

“Os Estados Unidos também estão derramando sangue na Venezuela. O povo da Venezuela prevalecerá!

O KKE condena de forma inequívoca o ataque militar lançado ao amanhecer pelos Estados Unidos contra a Venezuela e seu povo.

A intervenção imperialista dos EUA tem como objetivo real a apropriação das riquezas energéticas do país e o alinhamento da região aos seus interesses econômicos e geopolíticos, contra seus rivais, Rússia e China, por meio da derrubada do governo Maduro.

O KKE rejeita os pretextos vazios e a hipocrisia do governo dos EUA, que invoca o combate ao tráfico de drogas para justificar esse novo crime. Ninguém esquece que, durante os 20 anos de ocupação norte-americana, o Afeganistão foi transformado no maior produtor e exportador de narcóticos do mundo.

O KKE expressa sua solidariedade inabalável ao povo da Venezuela e à sua justa luta contra a intervenção imperialista em sua pátria. É o povo da Venezuela que pode determinar os rumos de seu país de acordo com seus próprios interesses e dar uma resposta decisiva ao imperialismo dos EUA.

O KKE conclama o povo grego a condenar em massa essa nova intervenção imperialista contra a Venezuela e a expressar sua solidariedade ao seu povo.

Plataforma dos Trabalhadores Comunistas dos EUA (CWPUSA)

Nas primeiras horas do dia 3 de janeiro, os Estados Unidos intensificaram sua agressão contra a Venezuela por meio de bombardeios em Caracas e em outras cidades e localidades. Essa escalada é o ponto culminante de anos de guerra política e econômica para estrangular os trabalhadores e o povo venezuelanos.

A imagem de uma administração Trump que alegava assumir o papel de “pacificadora” e pôr fim às guerras é desmascarada como a mentira que é pelo assassinato de venezuelanos em seu próprio país.

Há meses, os EUA vêm concentrando forças militares no Caribe como plataforma de lançamento para seus interesses na região: como ameaça ao povo de Cuba e como parte de seu objetivo de subjugar os Estados latino-americanos não alinhados aos EUA.

O ataque militar foi seguido pelo sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, reafirmando a história de intervenção imperialista dos EUA na América Latina. Esse movimento flagrante demonstra como o direito internacional e a soberania nacional não contêm as verdadeiras intenções de qualquer agressor imperialista em sua busca por recursos e mercados.

A CWPUSA rejeita os pretextos falsos e hipócritas do tráfico de drogas e da fraude eleitoral, ambos há muito utilizados para justificar intervenções dos EUA que resultaram em derramamento de sangue na América Latina e além. O verdadeiro objetivo – em meio ao confronto com grandes concorrentes, Rússia e China, no cenário mundial – é assegurar os interesses econômicos e geopolíticos dos EUA. Derrubar o governo Maduro é um passo nessa disputa mais ampla.

A CWPUSA condena firmemente os bombardeios e ataques militares dos EUA contra a Venezuela, uma nova e grave escalada que atropela o direito dos venezuelanos de decidir seu próprio destino e representa uma séria ameaça às vidas dos povos trabalhadores. Expressamos nossa solidariedade incondicional aos trabalhadores e ao povo da Venezuela, ao Partido Comunista da Venezuela, e ao seu direito de resistir a essa agressão militar por quaisquer meios. Somente a classe trabalhadora da Venezuela pode traçar seu próprio caminho adiante.

Reiteramos a necessidade de que os trabalhadores e o povo dos Estados Unidos exijam o fechamento completo e a retirada de todas as bases militares e tropas dos EUA em todo o mundo, inclusive no Caribe, bem como o fim de todos os acordos e alianças militares.

Conclamamos os trabalhadores e o povo dos EUA a condenar essa nova intervenção imperialista, a conectar as lutas de solidariedade com o povo venezuelano à necessidade de derrubar o sistema capitalista, que exige guerras intermináveis.

A luta para acabar com o capitalismo é a luta para acabar com a guerra!

Nenhuma guerra contra a Venezuela!

Abaixo o imperialismo dos EUA!

Partido Comunista Revolucionário da França (PCRF)

O Partido Comunista Revolucionário da França condena firmemente os bombardeios e ataques militares norte-americanos contra a Venezuela neste sábado, 3 de janeiro de 2026, reafirmando sua solidariedade com o povo venezuelano e seu apoio ao Partido Comunista da Venezuela (PCV).

Trata-se de uma nova agressão imperialista contra a soberania de um povo, com consequências imprevisíveis para toda a América Latina, para a classe operária e para os povos do mundo. O anúncio da captura e da extração do presidente Maduro revela o caráter desestabilizador e golpista dessa agressão, enquanto o Estado burguês norte-americano pretende justificar sua operação com o combate ao “tráfico organizado de drogas”.

Esses ataques constituem um novo desdobramento das agressões multifacetadas sofridas pelo povo da Venezuela, em continuidade ao bloqueio sufocante, às anteriores manobras de desestabilização e aos desdobramentos de tropas imperialistas no Caribe.

Assim, essa agressão constitui uma nova etapa da luta de classes na Venezuela, e não uma operação de segurança, uma vez que os monopólios norte-americanos, como a Chevron, desejam se apropriar do controle da renda petrolífera venezuelana por todos os meios necessários. Essa agressão também se insere no contexto regional das lutas de classes na América Latina. Os monopólios norte-americanos e seu Estado buscam subjugar os movimentos populares da região, enfraquecer Cuba socialista e garantir zonas de influência nas contradições inter-imperialistas globais.

A Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos, publicada em dezembro, sinaliza uma intensificação da concorrência e uma escalada das guerras em todo o mundo, alimentando ainda mais o conflito com a China pela supremacia no sistema imperialista internacional.

Como indica o documento: “Queremos recrutar, treinar, equipar e mobilizar o exército mais poderoso, mais letal e tecnologicamente mais avançado do mundo para proteger nossos interesses”, assim como: “Queremos deter e reverter os danos contínuos que atores estrangeiros infligem à economia americana”.

A Estratégia Nacional também faz uma referência particular ao continente americano, projetando um hemisfério ocidental no qual os Estados Unidos mantenham uma dominação absoluta, “livre de incursões estrangeiras hostis ou da posse de ativos-chave (...) [e garantindo] nosso acesso contínuo a locais estratégicos fundamentais”. Isso constitui uma ameaça direta aos países da América Latina e do Caribe que mantêm relações com a China. A China já se iguala aos Estados Unidos com cerca de 500 bilhões de dólares em trocas comerciais com a América do Sul. Recentemente, em 2025, embora os Estados Unidos permaneçam como o principal parceiro econômico da Venezuela, uma nova rota marítima abriu um corredor inédito entre o Leste Asiático e a fachada caribenha da América Latina. O porto de Tianjin, um dos maiores da Ásia, passará a estar conectado a La Guaira e Puerto Cabello, dois terminais modernizados da Venezuela.

O PCRF condena, portanto, não apenas esses bombardeios, mas condenará todas as formas futuras de intervenções militares que violem o direito soberano à autodeterminação do povo venezuelano.

O Estado francês não é neutro nesses acontecimentos. Como nosso partido documenta há anos, monopólios franceses como a Total têm interesse nessas operações para uma partilha da renda petrolífera venezuelana com os monopólios norte-americanos, o que é evidenciado pelos deslocamentos militares e policiais do Estado francês no Caribe. O Estado francês e seus monopólios são, portanto, culpados de cumplicidade nessa operação e nos sofrimentos infligidos ao povo venezuelano.

Nosso partido convoca uma ampla mobilização para exigir o fim dos contratos econômicos dos monopólios franceses na Venezuela, a retirada de toda forma chamada de cooperação da França no Caribe, bem como a interrupção imediata e incondicional de todas as formas de agressões e sanções econômicas e políticas contra a Venezuela.

O povo trabalhador da Venezuela, guiado pelo poder de sua classe operária e de seu partido comunista, saberá resistir a essa agressão e defender sua soberania. Somente o socialismo poderá assegurar ao povo trabalhador uma independência total, conferindo-lhe as forças de seu próprio desenvolvimento e de sua defesa.

Não à agressão imperialista norte-americana!

Não à cumplicidade dos monopólios e do Estado francês com as forças norte-americanas!

Viva a classe operária venezuelana, a Venezuela vencerá!

Novo Partido Comunista dos Países Baixos (NCPN)

O NCPN condena veementemente o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela e declara sua solidariedade incondicional com o povo venezuelano. Expressamos também nossa solidariedade aos nossos camaradas do Partido Comunista da Venezuela, que se empenham em organizar a população contra essa invasão imperialista.

A invasão e a derrubada do governo Maduro ocorrem sob o pretexto da luta contra o narcoterrorismo, mas na realidade têm como objetivo colocar as mãos sobre as reservas energéticas da Venezuela e servir à concorrência dos Estados Unidos com a Rússia e a China. O direito do povo venezuelano de determinar seu próprio futuro é, assim, brutalmente atropelado.

A população de Aruba, Bonaire e Curaçao, cujas bases em Aruba e Curaçao funcionam como trampolim para a invasão imperialista norte-americana, corre o risco de ser arrastada para um conflito sangrento.

O NCPN convoca o povo dos Países Baixos a condenar em massa essa nova invasão imperialista da Venezuela e a expressar solidariedade com o povo venezuelano.

Tirem as mãos da Venezuela!

Estados Unidos fora da Venezuela!

Abaixo as bases norte-americanas em Aruba e Curaçao!

Solidariedade com o povo venezuelano!

Partido Comunista dos Trabalhadores da Espanha (PCTE)

O PCTE denuncia enfaticamente os bombardeios e ataques militares dos Estados Unidos contra a Venezuela, uma nova e grave agressão imperialista contra a soberania de um povo e uma perigosa escalada militar com consequências imprevisíveis para a América Latina e para a classe trabalhadora e os povos do mundo.

O presidente norte-americano Donald Trump chegou a anunciar publicamente a suposta “captura” do presidente venezuelano Nicolás Maduro, uma afirmação de extrema gravidade que confirma o caráter abertamente golpista da agressão.

O imperialismo norte-americano pretende justificar essa agressão recorrendo, mais uma vez, ao pretexto do narcotráfico. Trata-se de uma mentira consciente. Não se bombardeia um país, não se destroem infraestruturas nem se ameaça milhões de pessoas para combater o narcotráfico. Esse argumento serve unicamente como álibi propagandístico para encobrir uma operação de dominação política, econômica e militar.

Essa agressão soma-se a anos de bloqueio econômico, sanções, ameaças e políticas de asfixia, cujo objetivo não é a defesa dos direitos humanos nem o combate ao crime organizado, mas a imposição dos interesses estratégicos do imperialismo norte-americano, o controle dos recursos e a subordinação da América Latina.

O PCTE condena os bombardeios e qualquer forma de intervenção militar contra a Venezuela, que violam o direito internacional e castigam diretamente o povo trabalhador venezuelano.

O Estado espanhol não é neutro. O governo mantém acordos militares com os Estados Unidos, abriga bases militares norte-americanas em seu território e faz parte da estrutura político-militar que torna possíveis essas agressões. Enquanto o território, o espaço aéreo e as infraestruturas militares do Estado espanhol estiverem a serviço do imperialismo norte-americano, a Espanha é corresponsável.

Por tudo isso, o PCTE exige do governo espanhol:

A condenação imediata dos bombardeios e da intervenção militar contra a Venezuela.

A ruptura dos acordos militares com os Estados Unidos.

O fechamento das bases militares norte-americanas em território espanhol e a retirada de qualquer apoio logístico, político ou militar à agressão imperialista.

Diante da guerra, do bloqueio e da ingerência imperialista, o PCTE reafirma seu compromisso com a defesa da soberania do povo venezuelano e com o direito de sua classe trabalhadora de decidir seu futuro sem imposições externas.

Nesse marco, o PCTE expressa sua solidariedade com o povo trabalhador venezuelano e com suas organizações de classe e, de maneira especial, com o Partido Comunista da Venezuela, em sua luta pela soberania nacional, pelos direitos sociais e pela independência política da classe trabalhadora.

Não à agressão imperialista na Venezuela!

Nem terra, nem mar, nem ar para os imperialistas!

Solidariedade com o povo venezuelano.

Solidariedade com o Partido Comunista da Venezuela.

Partido Comunista do México (PCM)

O Partido Comunista do México condena a agressão dos EUA contra a Venezuela, ordenada por Trump. Condenamos os bombardeios a Caracas e a outras cidades e localidades na madrugada deste 3 de janeiro. Rejeitamos a violação da soberania da Venezuela.

Condenamos o sequestro de Nicolás Maduro e o inaceitável caminho dos “golpes cirúrgicos”, que liquida os restos do direito internacional e transforma a soberania nacional em letra morta.

Os pretextos apresentados não conseguem ocultar as verdadeiras e rapaces intenções dessa agressão imperialista: o petróleo e os recursos naturais. A agressão também ocorre no marco da aguda competição imperialista entre os EUA e a China capitalista, que leva o mundo à generalização da guerra.

Tanto a desculpa do narcotráfico quanto a da fraude eleitoral são inacreditáveis quando vindas do imperialismo norte-americano, caracterizado pelo uso ominoso do negócio das drogas e pela promoção de golpes contra os povos e pelo apoio a ditaduras sangrentas.

O Partido Comunista do México expressa sua solidariedade ao povo da Venezuela e ao seu direito de resistir à agressão militar. Somente ao povo da Venezuela cabe o direito de decidir seu caminho.

A presença militar ianque no Caribe é a base da agressão ao povo da Venezuela e a ameaça contra todos os povos da região, em primeiro lugar contra Cuba. É uma tarefa de primeira ordem dos povos lutar pela retirada das tropas norte-americanas do Caribe.

O Partido Comunista do México se mobilizará contra essa agressão imperialista ao povo da Venezuela e contra as ameaças dos EUA aos povos.

Proletários de todos os países, uni-vos!

A FPLP condena, nos termos mais veementes, a brutal agressão imperialista dos Estados Unidos contra a República Bolivariana da Venezuela, concretizada por meio de ataques aéreos e bombardeios com mísseis que tiveram como alvo a capital, Caracas, além de instalações vitais e civis, bases militares e conjuntos residenciais. A Frente considera essa agressão um novo capítulo do terrorismo organizado pelos Estados Unidos contra Estados soberanos.

A Frente expressa seu apoio total e incondicional à Venezuela, à sua liderança, ao seu governo e ao seu povo, sob a condução do presidente combatente Nicolás Maduro, e ressalta que a Venezuela, que sempre esteve ao lado das causas dos povos oprimidos – em primeiro lugar, a causa palestina –, enfrenta hoje o preço de suas posições firmes e baseadas em princípios contra a hegemonia e o colonialismo.

Essa agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela é, em sua natureza e em seus objetivos, semelhante à criminosa agressão sionista contra o nosso povo palestino: o agressor é o mesmo, e é uma só a mentalidade colonial que busca quebrar a vontade da resistência.

O pretexto da administração dos Estados Unidos de “combater o contrabando” ou “proteger a democracia” não passa de uma fachada enganosa para exercer uma pirataria imperialista cujo objetivo declarado é saquear as riquezas do povo venezuelano e usurpar sua decisão política soberana. Essa prática de intimidação que Washington impõe no Caribe constitui um terrorismo de Estado organizado e desenfreado, em flagrante violação de todas as cartas, normas internacionais e valores humanos.

Reafirmamos o direito legítimo e inalienável do povo venezuelano de resistir por todos os meios e de defender sua existência e sua soberania nacional, destacando que a unidade do front interno é a resposta mais eficaz diante das tentativas de intimidação e da violação do espaço soberano.

Conclamamos todas as forças livres e progressistas da América Latina e do mundo a construir uma posição internacional unificada para enfrentar essa agressão que ameaça a estabilidade e a paz mundial, reafirmando que a arrogância imperialista inevitavelmente se chocará com a consciência e a coragem dos povos comprometidos com sua liberdade.

Advertimos que a persistência dos Estados Unidos nessa escalada militar insensata provocará novos focos de conflito no mundo; a agressão contra a Venezuela é uma agressão contra todo Estado que defenda sua decisão nacional soberana.

A Frente renova sua plena confiança de que a Venezuela – Bolívar, Chávez e Maduro – sairá dessa provação mais forte e mais firme, e de que as forças do imperialismo, por mais tecnologia de destruição que possuam, continuarão incapazes de impor seus objetivos coloniais ou de quebrar a vontade dos povos.

Partido Comunista (KP) - Alemanha

Após meses de ameaças, os EUA agora escalaram de forma totalmente aberta sua agressão contra a Venezuela. Na noite passada, forças armadas dos EUA atacaram a Venezuela e abalaram a capital, Caracas, com fortes explosões. Em consequência desse ataque, o governo venezuelano declarou estado de emergência. Há pouco, Trump anunciou na rede TruthSocial que o presidente venezuelano Maduro e sua esposa teriam sido capturados e levados para fora do país. Caso essas informações se confirmem, o sequestro violento do presidente Maduro e de sua esposa representaria uma violação massiva e inaceitável da soberania da Venezuela. Cabe exclusivamente ao povo venezuelano decidir quem governa o país.

Desde setembro, a Venezuela já se encontra sob intensa pressão militar dos EUA. A concentração de tropas do Exército dos EUA é a maior no Caribe desde 1965. Sob o pretexto do “combate às drogas”, barcos de pesca foram repetidamente atacados. Mais de 100 pessoas já perderam a vida. Mais recentemente, um petroleiro venezuelano foi apreendido e os EUA ordenaram um bloqueio naval. No fim de dezembro, os EUA bombardearam pela primeira vez o território continental venezuelano a partir de uma instalação portuária.

Os ataques servem para assegurar a hegemonia dos Estados Unidos na América do Sul, que vem sendo cada vez mais minada pelos capitalistas chineses e russos. A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo e, por isso, está no centro da concorrência imperialista por matérias-primas e esferas de influência. Por essa razão, também não é surpresa que o governo federal alemão quase não diga uma palavra sobre a conduta agressiva dos EUA.

Condenamos da forma mais veemente o ataque imperialista. Declaramos nossa solidariedade com o povo venezuelano.

Partido do Trabalho da Áustria (PdA)

Declaração conjunta da Direção do Partido do Trabalho da Áustria (PdA) e da Direção Central da Frente Juvenil. Viena, 3 de janeiro de 2026.

Após meses de ameaças, os EUA escalaram abertamente seus ataques desde as primeiras horas da manhã de 3 de janeiro. O exército dos EUA bombardeou a capital, Caracas, bem como outras partes da região central do país. Fortes explosões abalaram a cidade. De acordo com as informações disponíveis até o momento, os ataques tiveram como alvo aeroportos e outras instalações estratégicas. Em decorrência dos ataques, o governo venezuelano viu-se obrigado a decretar estado de exceção.

Até agora, não há informações oficiais sobre a extensão das destruições nem sobre o número de vítimas causadas por esses bombardeios criminosos. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou pela rede TruthSocial que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa teriam sido capturados e levados para fora do país.

Esses ataques mais recentes estão relacionados a uma escalada militar maciça promovida pelos EUA desde setembro. A mobilização de tropas do exército dos EUA representa a maior no Caribe desde 1965. Sob o pretexto da chamada “guerra às drogas”, barcos de pesca foram repetidamente atacados, com a morte de mais de 100 pessoas, segundo relatos. Mais recentemente, também foi imposta uma bloqueio naval e, no fim de dezembro, o território venezuelano foi atacado diretamente pela primeira vez com o bombardeio de uma instalação portuária.

Essas agressões constituem uma grave violação do direito internacional, do direito dos povos à autodeterminação e da soberania nacional da Venezuela. Elas são expressão da política belicista de escalada do imperialismo dos EUA, que busca se apropriar das grandes reservas energéticas do país e assegurar sua hegemonia na América Latina frente a outros predadores imperialistas.

O ataque ameaça a paz não apenas na própria Venezuela, mas em toda a América Latina. A população de Aruba, Bonaire e Curaçao, cujas bases militares em Aruba e Curaçao servem como áreas de concentração para a invasão imperialista norte-americana, corre o risco de ser arrastada para um conflito sangrento.

Condenamos a invasão imperialista da Venezuela pelos EUA!

Somente o povo venezuelano tem o direito de decidir sobre o seu próprio futuro!

Nossa solidariedade vai para o povo venezuelano e, em particular, para nossas companheiras e companheiros do Partido Comunista da Venezuela (PCV), que organizam a classe trabalhadora venezuelana e os estratos populares inferiores na luta contra as intervenções imperialistas e o capitalismo!

Partido Comunista Argentino (PCA)

Na madrugada de hoje, o governo de Donald Trump decidiu bombardear alvos militares e civis em Caracas e em outras regiões venezuelanas, sob o falso pretexto de sua luta contra o narcotráfico e o terrorismo. Essa ação militar criminosa contra civis venezuelanos demonstra do que os Estados Unidos são capazes em sua luta para não perder seu papel na primazia da pirâmide imperialista mundial. Os Estados Unidos são o principal criminoso, promotor do terrorismo e facilitador de grande parte do tráfico de drogas que circula no mundo na história recente.

Fiel ao seu estilo, os EUA e Donald Trump pretendem fazer o povo venezuelano sangrar com o objetivo de se apropriar de suas riquezas, seu petróleo, outros recursos naturais e terras raras, buscando converter a Venezuela em um território estratégico para sua política externa, com um governo fantoche servil aos seus interesses. Como se depreende das próprias declarações de Trump e de seus principais porta-vozes, essa ofensiva não se limita apenas à Venezuela, mas também se dirige contra Cuba e outros países que se opõem à política imperialista de espoliação de seus recursos.

O massacre econômico, a perseguição política e a repressão orquestrados pelo governo de Maduro e Diosdado Cabello não se resolvem com bombardeios estrangeiros. Os problemas da Venezuela devem ser resolvidos pela classe trabalhadora venezuelana e por todo o povo desse país, sem ingerências imperialistas.

Chamamos a atenção para o perigo que essa agressão representa para toda a região: o ocorrido na Venezuela é um alerta do que pode acontecer a qualquer país que se oponha à política externa imperialista dos Estados Unidos ou que não seja servil aos interesses norte-americanos. Ao mesmo tempo, devemos estar atentos ao fortalecimento da direita local e regional, que celebra esse tipo de intervenções criminosas.

O Partido Comunista Argentino repudia energicamente os bombardeios contra a Venezuela e convoca à mobilização geral em todo o país, exigindo que os ataques cessem e que toda ingerência norte-americana seja retirada do território venezuelano. Convocamos os trabalhadores e o povo argentino a se solidarizarem ativamente com a classe trabalhadora e o povo da Venezuela, e a se mobilizarem todas as vezes que for necessário para repudiar essa agressão imperialista.

No mesmo sentido, repudiamos as declarações do governo de Javier Milei, que apoiam a intervenção estrangeira sobre a Venezuela e celebram os bombardeios contra a população civil, evidenciando seu caráter servil aos interesses norte-americanos.

Solidariedade aos trabalhadores e ao povo da Venezuela!

Partido Comunista do Equador (PCE)

Iniciamos 2026 com o bombardeio imperialista contra o território de nossa irmã República Bolivariana da Venezuela, um ato desmedido e temerário cujo objetivo é executar um plano belicista para o controle total dos recursos de nossa região. A Comissão Nacional de Reorganização do Partido Comunista do Equador (PCE) rejeita e condena essa agressão ao povo venezuelano; enviamos nosso apoio e solidariedade à classe trabalhadora, principal afetada pelo cerco ianque.

Chamamos todas as organizações nacionais afins à solidariedade e à mobilização permanente contra a guerra imperialista, a erguer a bandeira em defesa da paz entre nossos povos. Estamos prontos para apoiar as iniciativas que partam dos Partidos Comunistas e Operários do mundo.

Contra a guerra imperialista, unidade e mobilização! Solidariedade à nossa irmã República Bolivariana da Venezuela! Repudiamos qualquer ato de guerra contra nossos povos irmãos!