Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 935
Ministro da Defesa ordenou medidas para bloquear a flotilha com destino a Gaza, com cerca de 100 embarcações, enquanto forças navais se preparam para interceptação antes da costa, para impedir o acesso à população.
Ocupação se move para apreender flotilha rumo a Gaza
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ordenou medidas para bloquear uma flotilha com destino a Gaza, que transporta cerca de 1.000 ativistas em aproximadamente 100 embarcações, segundo relatos da mídia israelense em 29 de abril, antes da chegada prevista da flotilha à região nos próximos dias.
As forças navais israelenses estão se preparando para interceptar o comboio antes que ele alcance a costa de Gaza, como fizeram repetidamente em missões anteriores, apreendendo embarcações em águas internacionais, detendo ativistas e bloqueando qualquer tentativa de alcançar a população sitiada, em oposição direta ao direito humanitário internacional.
Katz também buscou sufocar financeiramente a campanha humanitária, afirmando que “impôs sanções” a uma iniciativa de financiamento coletivo ligada à flotilha, alegando que ela é “organizada pela organização terrorista Hamas, sob o disfarce de uma flotilha de ajuda humanitária.”
Ele acrescentou que a medida “tem a intenção de dissuadir doadores de contribuir com uma organização terrorista.”
Os navios, atualmente navegando próximos a Creta, tentam desafiar o bloqueio naval de Israel à Faixa de Gaza, que mais uma vez enfrenta ameaça de fome e novos bombardeios, enquanto Israel sinaliza que pode retomar sua ofensiva contra a população sitiada.
O esforço é uma resposta direta a “apartheid, ocupação, limpeza étnica e genocídio”, segundo os organizadores, com o objetivo de entregar ajuda vital que o bloqueio israelense teria deliberadamente negado à população de Gaza.
Os organizadores da flotilha afirmam que a missão faz parte de um movimento global mais amplo impulsionado pela sociedade civil, “onde governos falharam”, prometendo ações “no mar, nas ruas e nos centros de poder.”
Os participantes incluem ativistas, advogados e voluntários médicos de vários países.
Autoridades israelenses afirmaram que a iniciativa viola a Resolução 2803 da ONU, insistindo que a ajuda deve passar por canais aprovados – os mesmos canais que permitiram a entrada de apenas uma fração da ajuda humanitária necessária, enquanto a privação sistemática e a instrumentalização de necessidades básicas persistem.
A missão humanitária da Flotilha Global Sumud busca estabelecer um corredor marítimo direto para uma população isolada pelo cerco israelense, transportando não apenas suprimentos, mas também o “peso moral acumulado” de um mundo que falhou em agir, segundo os organizadores.
A flotilha avança sob o slogan: “Navegamos até que a Palestina seja livre.”
Comunicado do Ministério da Saúde
Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:
Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 6 mártires e 18 feridos.
Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.
Desde o cessar-fogo (11 de outubro):
• Total de mártires: 972
• Total de feridos: 2.235
• Total de corpos recuperados: 761
O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 72.568 mártires e 172.338 feridos desde 7 de outubro de 2023.