Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 961
O secretário-geral do Hezbollah, Sheikh Naim Qassem, afirmou na ocasião do Dia da Libertação que o movimento seguirá armado e mobilizado, prometendo reconstrução, retorno dos deslocados e uma terceira libertação.
Hezbollah: Destaques do discurso do Secretário-Geral Naim Qassem por ocasião do Dia da Resistência e da Libertação
O secretário-geral do Hezbollah, Sheikh Naim Qassem, afirmou em discurso realizado em 24 de maio de 2026, por ocasião do Dia da Resistência e da Libertação, que o movimento continuará armado e mobilizado até que o Estado libanês seja capaz de garantir a soberania e a defesa do país. Em uma fala marcada por forte retórica contra a ocupação e os Estados Unidos, Qassem declarou que o Hezbollah “permanecerá no campo” e sairá da guerra “de cabeça erguida”, prometendo reconstruir as áreas destruídas, assegurar o retorno dos deslocados e anunciar “em breve” uma “terceira libertação”.
O dirigente abriu o pronunciamento com felicitações pelo Eid al-Adha e afirmou que a trajetória da resistência libanesa é fruto da liderança histórica de figuras como Hassan Nasrallah, Sheikh Ragheb Harb, Sayyed Abbas al-Mousawi e Imad Mughniyeh. Segundo ele, a libertação do sul do Líbano em 2000 foi resultado da convergência entre “o exército, o povo e a resistência”, além da atuação de lideranças políticas libanesas como Émile Lahoud e Nabih Berri.
Ao abordar o atual cenário regional, Qassem acusou Israel de manter um projeto gradual de ocupação do Líbano e de buscar a destruição da resistência armada. Ele criticou duramente o governo libanês pela decisão de restringir o porte de armas às forças estatais, afirmando que o desarmamento significaria privar o país de sua capacidade de defesa e prepará-lo para o extermínio. Declarou que o Hezbollah enfrentará qualquer força que tente confrontá-lo “da mesma forma que enfrenta Israel”.
O secretário-geral também afirmou que o acordo indireto alcançado pelo Estado libanês em novembro de 2024, que deveria encerrar hostilidades e pôr fim à ocupação, fracassou em seus objetivos, alegando que as ações militares israelenses continuaram nos meses seguintes sem resposta efetiva de Beirute. Segundo ele, não existe soberania política no Líbano enquanto estiver sob a tutela americana. Qassem rejeitou ainda qualquer possibilidade de negociações diretas com Israel, classificando-as como um ganho unilateral para o adversário.
Ao comentar os confrontos no sul do Líbano, o líder do Hezbollah afirmou que as forças israelenses sofreram “perdas reais”, sustentando que o uso de drones da resistência teria exposto danos que, segundo ele, Israel tentaria ocultar. Também prometeu continuidade das operações com drones contra soldados israelenses.
Qassem defendeu a Al-Qard Al-Hassan, descrevendo a entidade como uma instituição social independente voltada aos mais pobres. Segundo ele, qualquer ação contra a organização equivale a um ataque contra a população de baixa renda. O dirigente afirmou ainda que a população teria o direito de se mobilizar e até derrubar o governo caso este avance em medidas alinhadas ao que chamou de “projeto israelense-americano”.
No plano regional, o secretário-geral reiterou apoio à Palestina, afirmando que ela continuará sendo “a bússola” do movimento. Criticou o bloqueio israelense à Flotilha da Liberdade e questionou a ausência de reação internacional. Também exaltou o papel do Irã, afirmando que Teerã conseguiu “humilhar” os Estados Unidos e Israel e que emergirá como uma potência internacional de referência para “os povos livres do mundo”. Em sua fala, mencionou ainda Sayyed Mojtaba como liderança sob a qual o Irã estaria consolidando esse papel regional.
O discurso incluiu referências religiosas e políticas mais amplas. Qassem disse esperar a assinatura de um acordo abrangente de cessar-fogo que inclua o Hezbollah e pediu ao Bahrein a libertação de estudiosos religiosos e cidadãos presos por motivos políticos e religiosos. Encerrando a fala em tom religioso, afirmou que o movimento continuará “carregando a bandeira da verdade” até entregá-la ao Imam Al-Mahdi.
Comunicado do Ministério da Saúde
Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:
Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 6 mártires, incluindo 1 vítima que sucumbiu aos ferimentos, e 8 feridos.
Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.
Desde o cessar-fogo (11 de outubro):
• Total de mártires: 904
• Total de feridos: 2.713
• Total de corpos recuperados: 777
O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 72.797 mártires e 172.821 feridos desde 7 de outubro de 2023.